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Vereador de Água Branca é alvo de pedido de cassação por esquema de compra de votos

Segundo a denúncia, o vereador pagava R$ 100 pelo voto de eleitores de comunidades rurais da cidade

06/06/2025 12h12 - Atualizado em 06/06/2025 12h12
Vereador de Água Branca é alvo de pedido de cassação por esquema de compra de votos

O Ministério Público Eleitoral de Alagoas pede a cassação do vereador por Água Branca, Luciano Bezerra Feitosa, conhecido como "Sinhô do Conceição". O parlamentar é acusado de participar de um esquema de corrupção durante a eleição de 2024.

A denúncia envolve ainda Weverton da Silva Santos, identificado como operador do esquema, e Luciano de Jesus Sandes, pai do vereador.

De acordo com o juiz eleitoral Marcos Vinícius Linhares Constantino da Silva, da 39ª Zona Eleitoral, há elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal. O magistrado ainda deve se manifestar sobre o pedido de extração de dados de um celular apreendido com Weverton.

Como funcionava o esquema


Segundo documentos apreendidos, além do vereador pagar R$ 100 por voto, havia também a distribuição de combustível como forma de ganhar o eleitorado de comunidades rurais.

No celular de Weverton da Silva Santos, foram encontrados mensagens trocadas com Sinhô do Conceição e Luciano de Jesus Sandes, comprovando a coordenação das atividades ilegais. Weverton confessou que atuava voluntariamente na campanha, cooptando eleitores com promessas de pagamento.

A reportagem tentou entrar em contato com o vereador, mas não obteve sucesso.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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