Politicando
Setores produtivos reagem e criticam intenção de Renan Calheiros de alterar projeto do Imposto de Renda
A possibilidade de mudanças acendeu o alerta em entidades empresariais, que temem atrasos na tramitação
A sinalização do senador Renan Calheiros (MDB-AL) de que pretende mexer no projeto do governo sobre o Imposto de Renda provocou forte reação de setores produtivos e especialistas em tributação nesta terça-feira (22).
O texto aprovado por unanimidade na Câmara amplia a isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e cria tributação sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais, mas Renan — relator da proposta no Senado e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) — já antecipou que quer fazer ajustes.
A possibilidade de mudanças acendeu o alerta em entidades empresariais, que temem atrasos na tramitação e insegurança jurídica. Representantes do setor produtivo afirmam que o projeto, mesmo com impacto estimado de R$ 26 bilhões a menos na arrecadação federal, já havia sido amplamente negociado com o governo e o Congresso.
Especialistas em tributação também criticam o risco de desfiguração do texto. “A cada alteração, perde-se previsibilidade e aumenta a chance de judicialização”, avaliou um tributarista ouvido pelo blog.
Renan, no entanto, defende que há “pegadinhas” no texto, citando a regra que permite a isenção de dividendos apurados até 2025, mesmo que pagos até 2028, o que, segundo ele, cria duas tributações distintas no mesmo período. O senador também cogita desmembrar a proposta, o que pode forçar nova votação na Câmara, contrariando o acordo político já costurado entre Planalto e deputados.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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