Juiz decreta a prisão de vereador e parlamentar dever ser preso após as eleições
A 8ª Vara Criminal da Capital atendeu ao pedido do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) e decretou a prisão preventiva contra o vereador por Palestina Luciano Lucena de Farias, acusado de homicídio qualificado, após o réu e o advogado dele, Sílvio Arruda, deixarem de comparecer ao Fórum do Barro Duro, em Maceió, onde haveria o julgamento do parlamentar.
Por conta da ausência, o Tribunal do Júri foi adiado pela quarta vez, sob a justificativa de que o advogado da parte estava sob licença médica. No entanto, o defensor se encontrava em outra Vara, no mesmo Fórum, trabalhando normalmente.
Segundo o MPE/AL, o parlamentar chegou a ser considerado foragido da Justiça, depois de não ser localizado pela Polícia Militar, na sexta-feira passada, durante tentativa de cumprimento do mandado de prisão.
"Requeri a prisão preventiva por entender que a legislação eleitoral, que é uma legislação infraconstitucional não foi contemplada pela Constituição, pois esta admite qualquer prisão em flagrante ou por decisão escrita e fundamentada da autoridade judiciária, salvo os crimes militares", disse o promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, autor do pedido.
No entanto, neste domingo, o réu obteve um salvo-conduto concedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, após pedido de habeas corpus pela parte. A decisão de segunda instância não revoga o pedido de prisão preventiva do vereador.
Com isso, o parlamentar só poderá ser preso a partir do dia 5 de outubro. A decisão judicial teve como base o Código Eleitoral Brasileiro, que impede a prisão ou detenção de candidatos a prefeito, vice-prefeito ou vereador no período que vai do dia 17 de setembro a 48 horas depois do pleito.
O caso
Candidato à reeleição, o vereador Luciano Lucena de Farias é acusado de assassinar um homem identificado como Manoel Messias Simões, no povoado Lagoa de Pedra, em 2009.
Segundo o MPE/AL, o próprio parlamentar cometeu o homicídio com vários disparos de arma de fogo desferidos na cabeça e peito da vítima, que se encontrava desarmada.
De acordo com a inquérito policial, o assassinato ocorreu porque Manoel Messias teria chamado o vereador de ladrão, durante uma partida de baralho.
O réu também responde a outros processos criminais na Comarca de Pão de Açúcar e na 17ª Vara Criminal da Capital.
Últimas notícias
Bancários rejeitam proposta da Caixa Econômica Federal e mantêm greve nacional
Fachin nega julgamento conjunto com Moraes e STF julgará Mendonça no dia 23
Presidente do Conselho Regional de Farmácia declara apoio à reeleição de Cibele Moura
Arapiraca prepara Dia do Mão na Massa para transformar aprendizado em experiência
Canafístula vive transformação com recursos destinados por Daniel Barbosa
MP cobra retirada de fios irregulares e limpeza dos postes em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
