PF cumpre mandado de busca e apreensão em imóveis de Aécio
Outros alvos da operação são Andrea Neves, irmã do senador, e os deputados Paulinho da Força e Cristiane Brasil
A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta terça-feira, 11, mandado de busca e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB-MG), eleito deputado federal neste ano. A irmã do senador, Andrea Neves, que chegou a ser presa em 2017, também é alvo da operação.
Outros investigados são Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, e a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), além de empresários que, segundo a denúncia, emitiram notas scais frias para Aécio.
A busca por documentos em imóvel de Aécio Neves no Rio de Janeiro é baseada em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos do grupo J&F, que relataram repasse de propina de quase 110 milhões de reais ao tucano — inclusive na campanha presidencial de 2014, em que o senador mineiro foi candidato pelo PSDB.
“A ação de hoje é um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam os 100 milhões de reais. Suspeita-se que os valores eram recebidos através da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias”, diz a PF em nota. Segundo a corporação, são investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
As buscas em outros estados brasileiros (incluindo as residências de Paulinho da Força, em São Paulo; e Andréa Neves, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais) estão relacionadas também a uma denúncia de que Aécio comprou apoio político do Solidariedade por 15 milhões de reais, além de irregularidades cometidas por empresários paulistas, que teriam feito doações de campanha por meio de notas frias. e caixa 2.
Cerca de 200 policiais federais dão cumprimento a 24 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal e realizam 48 intimações para oitivas. As medidas são cumpridas em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá.
Em nota, Alberto Zacharias Toron, advogado de Aécio Neves, emitiu declarou que “o senador Aécio Neves sempre esteve à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários que mostrarão a absoluta correção de todos os seus atos”.
“É preciso que se esclareça que os recursos referidos pelos delatores da JBS agora como propina são as contribuições eleitorais feitas à campanha do PSDB em 2014 e devidamente registradas na Justiça Eleitoral. Somam-se a esses valores contribuições legais feitas a outros partidos políticos. A medida é, portanto, desnecessária já que o Senador é o maior interessado no esclarecimento de todos os fatos”, conclui o posicionamento do advogado.
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