MPAL atuará no julgamento dos suspeitos pela morte de policial aposentado após discussão em posto de combustíveis
Enquanto o carro deles era abastecido, Weverton começou a desferir pancadas na parte de trás de um ônibus que estava no local
Nesta terça-feira, às 9h, será realizado o julgamento em Arapiraca, com júri popular, dos três suspeitos pelo assassinato, em 2021, de Vanísio Santana de Araújo, sargento da reserva da Polícia Militar. O Ministério Público de Alagoas defenderá a condenação dos réus por homicídio qualificado pelo crime ter sido cometido por motivo fútil, de forma cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima.
Entenda o caso
No dia 28 de janeiro de 2021, Weverton Henrique da Silva Oliveira, Lucas Oliveira dos Santos, Maciel Araujo Oliveira e João Victor Cristóvão dos Santos, que era adolescente à época, chegaram a um posto de combustíveis, em Arapiraca, dirigindo um Ford Ka.
Enquanto o carro deles era abastecido, Weverton começou a desferir pancadas na parte de trás de um ônibus que estava no local. O motorista do veículo saiu para ver o que estava acontecendo. Weverton começou a falar de forma exaltada e o motorista voltou para dentro do ônibus, fechando o veículo.
Os quatro homens encostaram o Ford Ka ao lado do ônibus e perguntaram pelo motorista. Nesse momento, Vanísio pediu a eles que parassem com a discussão e se acalmassem. Weverton puxou a vítima para fora do veículo e, juntamente com Maciel e Lucas, deu início às agressões contra o sargento, que desmaiou.
Nesse momento, Lucas consegue tomar a arma de Vanísio, entregando-a a Weverton. Após sofrer uma série de agressões, a vítima é atingida por vários tiros disparados por Maciel. João Victor deu fuga aos réus, dirigindo até a cidade de Girau do Ponciano. O adolescente permaneceu no local, enquanto os outros três fugiram para a Bahia, sendo presos na cidade do Conde.
Julgamento
De acordo com o promotor de Justiça Izelman Inácio, o crime foi cometido por motivo fútil já que, segundo os réus, eles teriam agredido e assassinado Vanísio por não terem gostado de a vítima ter tentado apaziguar os ânimos e acabar com a discussão entre os suspeitos e o motorista do ônibus. Eles agiram com desproporcionalidade entre o crime e a causa, defende o promotor.
“Existem vários agravantes, como o fato de os réus serem bem mais jovens que a vítima, estarem em maior número e terem agido de surpresa, não permitindo a ela se defender. O crime foi cometido com agressividade exacerbada, aumentando o sofrimento da vítima inutilmente, o que comprova a qualificadora da crueldade”, destacou.
O promotor de Justiça explica que os réus podem ser condenados de 12 a 30 anos de reclusão por homicídio qualificado. “A expectativa é que a pena seja superior a 20 anos pois existem, na primeira fase de aplicação da pena, circunstâncias judiciais que podem ser valoradas negativamente para os acusados”, finalizou.
Últimas notícias
Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis
Polícia Civil mobiliza servidores para eleições e amplia treinamento com drones
Luciano exalta Paulo por duplicações e diz que obras fortalecem Arapiraca
CEPRAM julgará auto contra Braskem por deslocamento do solo e risco de sumidouros
Renato Filho promete combater bets no Congresso e alerta para impacto nas famílias
MPAL visita o Rei Pelé para averiguar obras e condições de funcionamento
Vídeos e noticias mais lidas
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
