Policial Militar réu na morte do empresário Marcelo Leite cumpre prisão preventiva no 3º Batalhão
Jilfran Batista se apresentou após ter sido intimado de mandado de prisão
O policial militar Jilfran Batista deve permanecer detido na sede do 3º Batalhão da Polícia Militar até o julgamento pela morte do empresário Marcelo Leite, alvejado a tiro durante uma abordagem policial em novembro de 2022. O 3º sargento, de 31 anos, é réu pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e denunciação caluniosa.
Ele se apresentou ao comando do Batalhão assim que foi intimado do mandado de prisão preventiva expedido pela 5ª Vara Criminal de Arapiraca, foi submetido a exame de corpo de delito no IML e, em seguida encaminhado para reclusão no BPM. Por volta das 13h, ele participou da audiência de custódia, que durou apenas poucos minutos, apenas para cumprir determinação do Conselho Nacional de Justiça.
Em prisão preventiva, Jilfran Batista só poderá voltar à liberdade caso seja considerado inocente no julgamento, seja beneficiado por um habeas corpus, ou caso a prisão complete 90 dias sem que o juiz revise a sua decisão.
A prisão preventiva também acelera o andamento da ação penal, cuja tramitação se torna prioritária.
Além de Jilfran Batista - apontado como autor do disparo que atingiu o empresário - também responde a processo Gustavo Angelino Ventura e Ariel Oliveira Santos. Os dois são réus pelo crime de fraude processual, porque teriam, de acordo com a acusação, atuado na adulteração da cena do crime. Eles continuam respondendo ao processo em liberdade
Jilfran Batista perdeu a concessão de liberdade provisória ao descumprir as medidas cautelares definidas pela Justiça. Os advogados da família de Marcelo Leite juntaram fotografias publicadas em redes sociais que mostram o policial militar participando de dois eventos festivos, que serviram para o Ministério Público encaminhar petição pedindo a decretação da prisão preventiva.
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