Polícia

Vizinho e namorado de adolescente de 14 anos são suspeitos de abuso sexual contra menor, em Anadia

Confirmação da violência ocorreu por meio de exame de corpo de delito, que confirmou ter havido conjunção carnal

Por 7Segundos 24/02/2026 11h11 - Atualizado em 24/02/2026 12h12
Vizinho e namorado de adolescente de 14 anos são suspeitos de abuso sexual contra menor, em Anadia
A Polícia Civil estabeleceu um prazo de 30 dias para a conclusão do inquérito - Foto: TV Globo/Reprodução

Um caso de violência sexual contra uma adolescente de 14 anos está sendo investigado pela Polícia Civil, no município de Anadia, região Agreste de Alagoas. O inquérito apura o envolvimento de dois homens no crime: um vizinho da vítima e o namorado da jovem, que é maior de idade.

​O caso veio à tona após uma denúncia anônima enviada ao Conselho Tutelar da cidade. A suspeita surgiu quando familiares viram a jovem saindo da residência do vizinho em circunstâncias atípicas. Diante do alerta, os órgãos de proteção foram acionados para garantir a integridade da menor, identificada pelas iniciais M.V.A.S.

​A confirmação da violência ocorreu por meio de exame de corpo de delito. O laudo pericial constatou a conjunção carnal, validando a materialidade do crime e impulsionando as diligências policiais.

​O Ministério Público de Alagoas (MPAL) já instaurou um procedimento administrativo para acompanhar de perto o desenrolar do inquérito. O objetivo do MP seria fiscalizar o trabalho da polícia e garantir que a adolescente não seja revitimizada, recebendo o suporte necessário.

​Para isso, o MPAL acionou a rede de proteção municipal, solicitando acompanhamento direto do: ​CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social); ​CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). As instituições devem fornecer relatórios periódicos sobre o estado psicossocial da vítima e de sua família, assegurando o acolhimento terapêutico durante o processo.

​A Polícia Civil estabeleceu um prazo de 30 dias para a conclusão do inquérito. Durante este período, serão realizadas as oitivas da adolescente (com o suporte técnico adequado), o ​depoimentos dos pais da vítima e, ainda o interrogatório dos dois principais suspeitos.

Vale lembrar que, por se tratar de um crime envolvendo vulnerável e em fase de investigação, o processo corre sob sigilo para preservar a identidade e a dignidade da vítima.