Criança que perdeu a mãe em acidente com ônibus de romeiros recebe alta hospitalar
Maria Larissa, superou traumatismo cranioencefálico após grave acidente na AL-220 e retorna para casa, em Coité do Nóia
Foram dias de apreensão, fé e trabalho incansável. Mas, finalmente, a pequena Maria Larissa Rodrigues Izidoro da Silva, de apenas 2 anos, recebeu alta hospitalar após quase um mês de internação no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.
A criança foi vítima de um grave capotamento de ônibus com romeiros na AL-220, no trecho que corta o município de São José da Tapera, no último dia 3 de fevereiro.
No acidente, Maria Larissa sofreu traumatismo cranioencefálico, foi internada no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, e, posteriormente, encaminhada em estado delicado ao HGE. Ela precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica, permanecendo sob cuidados intensivos e acompanhamento multidisciplinar.
“Na UTI Pediátrica, Maria Larissa recebeu acompanhamento de médicos intensivistas, pediatras, ortopedistas pediátricos, cirurgiões pediátricos, neurologistas pediátricos; enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais que atuaram de forma integrada para garantir estabilidade clínica e evolução segura do quadro. Ela precisou de vigilância constante e decisões precisas. O traumatismo cranioencefálico é sempre delicado, especialmente em pessoas tão pequenas. Felizmente, a resposta ao tratamento foi progressiva e consistente. E cada pequena melhora foi comemorada por todos nós”, pontuou o médico pediatra Roney Damasceno.
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Com a estabilização clínica e evolução satisfatória, a criança pôde ser transferida para a enfermaria pediátrica, onde seguiu em recuperação até alcançar condições seguras para o retorno para casa.
Lamentavelmente, a tragédia foi fatal para a mãe de Maria Larissa, mas, em meio à dor da perda, a família se agarra à alegria de ver a menina reagir, superando cada fase até o tão sonhado retorno para casa, no município de Coité do Nóia.
“Eu só tenho gratidão. Foram dias muito difíceis, de muita dor pela perda da minha esposa, mas ver minha filha saindo daqui bem é um milagre. A equipe do HGE cuidou dela como se fosse da própria família. Toda a equipe acolheu a gente. Eu nunca vou esquecer isso. Fizeram de tudo para salvar Maria Larissa. Obrigado a todos que rezaram por nós”, declarou o pai, Claudevan Izidoro da Silva.
O coordenador médico Elton Leandro ressalta que histórias como a de Maria Larissa reafirmam o papel social da unidade.
“O HGE é referência em trauma e atende casos de alta complexidade diariamente. Nossa missão é oferecer assistência qualificada, humanizada e baseada em protocolos técnicos rigorosos. Ver essa criança retornar para casa, depois de um quadro tão grave, nos dá a certeza de que estamos cumprindo nosso papel”, acrescentou.
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Maria Larissa já está em casa, onde uma festa surpresa foi programada por familiares e amigos para acolhê-la com muito carinho. Em meio à saudade irreparável da mãe, a recuperação da menina representa um sopro de esperança para todos que acompanharam sua história.
“A alta da Maria Larissa simboliza mais do que o fim de uma internação, é a celebração da vida, da competência técnica, do cuidado humanizado e da força de uma família que, mesmo atravessando a dor, encontrou motivos para acreditar”, comentou o coordenador médico do HGE.
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