MPAL investiga se criança de 2 anos foi agredida em clínica terapêutica no interior de AL
Ministério Público abriu investigação após denúncia do Conselho Tutelar de Teotônio Vilela
Uma criança de apenas 2 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pode ter sido vítima de agressão dentro de uma instituição de acompanhamento terapêutico em Teotônio Vilela, no Agreste de Alagoas. O caso, considerado de alto impacto social, está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado (MPAL), após denúncia formal encaminhada pelo Conselho Tutelar do município.
De acordo com os autos, a suspeita surgiu após a mãe identificar marcas avermelhadas nas nádegas do filho durante o banho. Ao ser questionada, a criança teria afirmado, em lágrimas, que “a tia bateu no bumbum”, indicando possível envolvimento de uma profissional da instituição.
Além dos indícios físicos, o caso também foi marcado por mudanças comportamentais consideradas preocupantes. Segundo relato da família, a criança passou a apresentar regressão acentuada, com sinais como isolamento, recusa em tomar banho, medo constante e resistência à presença de mulheres, comportamento que teria surgido após a mudança de turma no local onde realizava acompanhamento semanal.
A situação foi comunicada inicialmente à direção da instituição, que negou qualquer irregularidade. No entanto, o relatório do Conselho Tutelar aponta que uma das profissionais apresentou comportamento evasivo ao ser questionada, admitindo apenas ter realizado a troca de fralda da criança durante o intervalo.
Diante da gravidade do caso e do receio quanto à integridade física e emocional do menor, a família decidiu suspender imediatamente a frequência da criança na instituição. Um boletim de ocorrência também foi registrado.
O Ministério Público instaurou procedimento administrativo para aprofundar as investigações, com o objetivo de esclarecer os fatos e verificar a possível ocorrência de crimes, como maus-tratos ou outras infrações penais. O órgão também busca garantir a proteção integral da vítima, conforme previsto na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei Brasileira de Inclusão.
A Promotoria de Justiça de Teotônio Vilela determinou a publicação da portaria que formaliza a investigação e a reiteração de diligências já iniciadas, incluindo o envio de ofícios e a coleta de informações detalhadas sobre o caso.
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