Diagnóstico precoce e acompanhamento psicopedagógico são decisivos no TEA
Levantamento nacional expõe desafios no diagnóstico e inclusão de pessoas com TEA
Um levantamento nacional divulgado nesta semana acendeu um alerta sobre o acesso ao diagnóstico e às terapias para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. Os dados ganham ainda mais relevância durante o Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo.
De acordo com o estudo, apenas 15,5% das pessoas realizam terapias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a maioria depende de planos ou atendimento particular. Além disso, mais da metade dos entrevistados afirmou ter acesso a apenas até duas horas semanais de acompanhamento, abaixo do recomendado.
Entre as terapias mais utilizadas está a psicopedagogia, apontada como uma das áreas fundamentais no desenvolvimento de pessoas com TEA, especialmente no ambiente escolar.
Importância da psicopedagogia
A psicopedagoga Tacyana Paula explica que a atuação começa já na identificação de sinais iniciais. “A avaliação psicopedagógica analisa como a criança aprende e se relaciona. No caso do autismo, conseguimos identificar sinais de alerta e encaminhar para uma investigação mais detalhada”, destacou.
Segundo ela, dificuldades na interação social, atraso na fala, pouco contato visual e comportamentos repetitivos são alguns dos principais indícios observados.
Após o diagnóstico, o acompanhamento psicopedagógico passa a ser essencial para o desenvolvimento da criança. “A psicopedagogia trabalha estratégias personalizadas, respeitando o ritmo da criança e ajudando na construção da aprendizagem, além de atuar junto à família e à escola”, explicou.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é determinante para o desenvolvimento cognitivo e social. Quanto mais cedo a intervenção, maiores são as chances de evolução nas habilidades de comunicação, autonomia e interação.
Outro ponto de atenção é a inclusão escolar. Apesar de a maioria das crianças com TEA estar matriculada, muitas ainda não recebem o suporte adequado dentro das escolas.
Para a psicopedagoga, o trabalho conjunto entre profissionais, família e escola é essencial. “A comunicação entre todos garante estratégias alinhadas e avanços mais consistentes para a criança”, afirmou.
Abril Azul
No contexto do Abril Azul, o debate sobre inclusão e acesso a serviços ganha força. A campanha busca ampliar a conscientização e combater preconceitos, além de reforçar a necessidade de políticas públicas mais efetivas. “Adaptar não é privilegiar, é garantir equidade. A inclusão começa pela informação e pelo respeito às diferenças”, concluiu Tacyana.
Últimas notícias
Suspeito de matar homem com tijoladas é preso em Palmeira dos Índios
Prefeita Ziane Costa celebra avanço nas obras de pavimentação do povoado Morros
Incêndio de grandes proporções em mata assusta moradores da Chã de Bebedouro
Distribuição de leite de vaca é suspensa em AL; Estado pede novo aporte federal
Mulher morre após se afogar na praia da Pajuçara, em Maceió
Homem é preso em flagrante por tráfico de drogas na zona rural de Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
