Polícia conclui investigação sobre morte de policiais dentro de viatura no Sertão de AL
Investigação apura assassinato de Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes dentro de viatura policial
A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigava as mortes dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, assassinados no dia 20 de maio deste ano, em Delmiro Gouveia, no Sertão do estado. As informações sobre a conclusão das investigações serão divulgadas em uma coletiva de imprensa marcada para esta quarta-feira (17), às 11h50, na Delegacia Geral, no bairro de Jacarecica, em Maceió.
Segundo a corporação, todos os detalhes sobre o procedimento investigativo e as circunstâncias apuradas ao longo do inquérito serão apresentados durante a entrevista coletiva.
Os policiais civis Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, foram mortos a tiros dentro de uma viatura da Polícia Civil na madrugada do dia 20 de maio, no Centro de Delmiro Gouveia.
De acordo com as informações divulgadas à época, os dois retornavam de uma ocorrência quando foram surpreendidos pelos disparos. O principal suspeito do crime é o policial civil Gildate Goes, de 61 anos, que também integrava a corporação.
As investigações iniciais apontaram que o suspeito ocupava o banco traseiro da viatura no momento do crime. Os disparos atingiram as vítimas na região da cabeça, e ambos morreram ainda no local. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas os policiais já estavam sem vida quando o socorro chegou.
Após o crime, Gildate Goes foi localizado e preso em sua residência. Conforme informou a Polícia Civil, ele apresentava falas desconexas no momento da abordagem. A motivação do duplo homicídio não foi divulgada durante a fase inicial da investigação.
Yago Gomes Pereira era natural de Sergipe e havia ingressado na Polícia Civil em 2023, estando lotado na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. Já Denivaldo Jardel Lira Moraes, natural de Pernambuco, integrava a corporação desde 2003 e também atuava na mesma unidade policial.
O caso causou forte comoção entre integrantes das forças de segurança e motivou manifestações de pesar da Polícia Civil e da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
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