Politicando
Kelmann Vieira pode assumir prefeitura ano que vem
Uma estratégia política pode não ter sido com esse objetivo, mas tudo caminha nessa direção. A Câmara Municipal de Maceió aprovou um novo regimento. Ele servirá para compatibilizar a lei do Poder Legislativo com a lei orgânica do município que é a constituição municipal. Esse novo regimento garante que todos os membros da Mesa Diretora podem ser candidatos à reeleição infinitas vezes. Tanto que o atual presidente, Kelmann Vieira (PSDB) é o único candidato e já tem o apoio de 17 vereadores da bancada governista. Indo para o terceiro mandato consecutivo.
Kelmann está na presidência desde o biênio 2015/2016, sendo reeleito e agora vai ser escolhido mais uma vez em junho. Porque essa eleição em junho? A justificativa é que o regimento não sofre alterações há 10 anos.
O presidente confirma que é o candidato da maioria. Mas o que está por trás disso?
Rui Palmeira já vem conversando com a cúpula do PP e será candidato a governador ou a senador pelo PSDB, num acordo que ascende Marcelo Palmeira para prefeitura, em troca se fortalece com o apoio dos pepistas. Mas se Marcelo, que é uma possibilidade concreta que existe, for candidato a deputado estadual, sobra para Kelmann Vieira ser o prefeito.
O líder do governo, Eduardo Canuto (PSDB) não descarta essa possibilidade, mas também não confirma. Já o presidente que vai ser candidato, admite que a reeleição tem forte apoio e forte apelo da Casa. Mas que desconhece essa conversa dele ser prefeito, pois isso depende de conversas do PSDB com o PP e de entendimentos na articulação, porque Biu de Lira (PP) já decidiu que não será candidato a senador, volta para Assembleia Legislativa, desde que haja compromisso com a reeleição do filho, Arthur Lira.
A manobra é essa. Rui ou Marcelo sendo derrotados no ano que vem voltaria tranquilamente para prefeitura. Pois ela estaria nas mãos do fiel escudeiro. Estaria tudo em casa!!!!
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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