Politicando
Os irmãos siameses da política estão combinando mais uma dobradinha
A relação entre Renan Calheiros e Téo Vilela é algo difícil de explicar. Por quase duas décadas eles estão juntos e já fizeram dobradinha em duas eleições para o Senado, 1994 e 2002. Depois, com Téo no Governo, ocorreu um distanciamento que muitos acham ter sido combinado.
Em 2014 Téo poderia muito bem sair do Governo para voltar ao Senado mas manteve-se governador, lançou dois candidatos em uma ‘atrapalhada’ eleição que serviu apenas pra garantir a vaga de Federal para Pedro Vilela, com grande base de aliados do PMDB.
Agora a dupla volta a cena com uma nova coincidência.
Ambos adotaram a teoria do “fique tranquilo, você é meu candidato”.
Renan fala aos quatro cantos que Marx terá sim a legenda do PMDB para ser candidato ao Senado na 2º vaga da chapa do Governo.
Téo garante a Rui que o PSDB chancela a candidatura dele ao Governo. Qual o problema nisso? Ninguém acredita.
Os que conhecem bem a alma dos ‘irmãos siameses’ garantem que ambos estão jogando o jogo contra os meninos.
O pragmatismo é tanto, que ambos - Téo e Renan - podem estar combinando cada um ao seu modo duas chapas adversárias onde eles controlam o tabuleiro e cada movimento. Renan garante a Marx mas não dá espaço para ele. Téo garante Rui, mas controla o fundo partidário do PSDB e outras coisas.
O que eles estão a pensar é que tem um Biu no meio do caminho...
Esperar para ver!
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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