Politicando

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Os irmãos siameses da política estão combinando mais uma dobradinha

09/10/2017 11h11
Os irmãos siameses da política estão combinando mais uma dobradinha

A relação entre Renan Calheiros e Téo Vilela é algo difícil de explicar. Por quase duas décadas eles estão juntos e  já fizeram dobradinha em duas eleições para o Senado, 1994 e 2002. Depois, com Téo no Governo, ocorreu um distanciamento que muitos acham ter sido combinado.

Em 2014 Téo poderia muito bem sair do Governo para voltar ao Senado mas manteve-se governador, lançou dois candidatos em uma ‘atrapalhada’ eleição que serviu apenas pra garantir a vaga de Federal para Pedro Vilela, com grande base de aliados do PMDB.

Agora a dupla volta a cena com uma nova coincidência.

Ambos adotaram a teoria do “fique tranquilo, você é meu candidato”.

Renan fala aos quatro cantos que Marx terá sim a legenda do PMDB para ser candidato ao Senado na 2º vaga da chapa do Governo.

Téo garante a Rui que o PSDB chancela a candidatura dele ao Governo. Qual o problema nisso? Ninguém acredita.

Os que conhecem bem a alma dos ‘irmãos siameses’ garantem que ambos estão jogando o jogo contra os meninos.

O pragmatismo é tanto, que ambos - Téo e Renan - podem estar combinando cada um ao seu modo duas chapas adversárias onde eles controlam o tabuleiro e cada movimento. Renan garante a Marx mas não dá espaço para ele. Téo garante Rui, mas controla o fundo partidário do PSDB e outras coisas.

O que eles estão a pensar é que tem um Biu no meio do caminho...

Esperar para ver!

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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