Politicando
Nonô deve ser o próximo a chegar à base de Renan e isolar ainda mais Benedito de Lira
Outro acordo que está próximo de acontecer e pode estremecer ainda mais a oposição ao governo de Renan Filho (MDB) é a ida do ex-deputado federal e hoje secretário de Saúde de Maceió, Thomaz Nonô (DEM) para o grupo governista.
Essa ida representaria um isolamento ainda maior do grupo liderado pelo senador Benedito de Lira e seu filho, deputado federal Arthur Lira, ambos do Progressista. Além também de demonstrar que a estratégia dos Renans, pai e filho seria mesmo uma eleição única e tranquila para ambos.
O anúncio do prefeito de Maceió Rui Palmeira (PSDB) de que estava fora da disputa eleitoral desse ano acabou atingindo fortemente as pretensões do senador Benedito de Lira (PP), que agora se ver sem um palanque para poder fazer sua campanha de reeleição para o Senado.
Aliados do senador estão tão preocupados que andam comentando sobre o sumiço de Benedito de Lira após o anúncio de Rui. Benedito de Lira veio aparecer esses dias num evento em Igaci, mas se mostrando meio abatido com a decisão devastadora do prefeito tucano.
Além disso, o senador ainda terá que trabalhar forte para “derrubar” as pretensões da dobradinha entre o agora seu ex-aliado, o ministro Mauricio Quintella (PR) e o senador Renan Calheiros (MDB). Isso porque Quintella sai como forte candidato a segunda vaga no Senado, com a ida para o grupo governista.
Agora é esperar o que o senador Benedito de Lira irá fazer para conseguir a reeleição.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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