Politicando
Seagri é a pasta mais cobiçada do governo de Renan Filho
A Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), que atualmente é dirigida interinamente por Carlos Henrique de Amorim Soares se tornou uma das mais cobiçadas entre os aliados do governador Renan Filho (MDB), que deve nomear o novo titular da pasta em janeiro.
A pasta chama a atenção pelo trabalho de entrega de tratores, sementes, máquinas, além de obras de matadouro nos municípios. Conta também em seu favor a chegada da Embrapa, expansão da Conab e a renovação de bolsas da Emater.
Daí tem diversos grupos querendo o comando da secretaria. Entre eles o deputado estadual Antônio Albuquerque (PTB), que já comanda a secretaria do Trabalho, onde seu filho Arthur Albuquerque é o secretário. Outro deputado que está de olho é o federal Marx Beltrão (PSD). Por fora também aparece a bancada estadual do PRTB, comandado por Adeilson Bezerra.
Porém, as especulações e informações de palacianos são de que será uma indicação conjunta de Olavo Calheiros (MDB), deputado estadual, tio de Renan Filho e que concorre a presidência da Assembleia Legislativa, com o deputado federal eleito Isnaldo Bulhões (MDB).
O federal do MDB, junto ao futuro presidente da Assembleia blindaria o governador indicando o próximo secretário. Assim os demais grupos que postulam a indicação não mais brigariam com governador. Seria a ‘solução caseira’ para evitar confusão.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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