Politicando
Futuro presidente da Câmara de Maceió será fruto do acordo entre Rui e Renan
Chefe do Legislativo será escolhido pelo governador e prefeito de Maceió
A união entre o governador Renan Filho (MDB) e o prefeito de Maceió Rui Palmeira (sem partido) foi muito além do propósito de eleger Alfredo Gaspar (MDB) como Chefe do Executivo Municipal. O acordo engloba também a escolha do futuro presidente da Câmara Municipal.
Os nomes já foram postos, porém, falta decidir quem será o candidato a vice-prefeito na chapa majoritária para que seja batido o martelo no nome do presidente da Câmara de Vereadores.
Tácio Melo (Podemos) é o preferido de Rui para ser o vice de Alfredo. Mas há uma rejeição do senador Renan Calheiros. Em torno do nome de Tácio existem dois cenários. Se for decidido que ele não entrará na disputa majoritária, será candidato a vereador e já teria como garantido o cargo de presidente da Câmara Municipal. Se o grupo entrar em consenso e ele for o vice, o vereador Chico Filho passa a ser a opção para presidir a Casa de Mário Guimarães.
Já o secretário municipal de Saúde Tomaz Nonô (Democratas) pode entrar na disputa como vice-prefeito, caso seja confirmado o nome de Tácio Melo na disputa proporcional. O secretário adjunto da Saúde, Edvaldo Neiva assumiria a titularidade da pasta.
Se nenhum dos cenários acima for concretizado, o “coringa” desse jogo pelo poder é o secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana, Gustavo Torres.
A única certeza que se pode ter é que a cadeira de presidente da Câmara de Vereadores já tem dono.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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