Politicando
Renan Filho terá pelo menos três secretários disputando prefeituras
Até 04 de junho integrantes do primeiro escalão do governo deverão entregar os cargos
O governo de Alagoas deverá perder pelo menos três integrantes do seu primeiro escalão, nos próximos dias. Os secretários de Estado que pretendem disputar prefeituras do interior terão que entregar os cargos para poderem atender ao prazo de desincompatibilização estabelecido pela Justiça eleitoral.
Arthur Albuquerque (Trabalho e Emprego), Cecília Rocha (Ciência e Tecnologia) e Fernando Pereira (Meio Ambiente e Recursos Hídricos) são os que já confirmaram o interesse em disputar as prefeituras de Limoeiro de Anadia, Atalaia e São Miguel dos Campos, respectivamente.
Há outros nomes, porém, que aguardam decisões partidárias para poderem se lançar como pré-candidatos.
A maior expectativa é em torno do nome do vice-governador e secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, que já está com a equipe montada para disputar a prefeitura de Arapiraca. No entanto, a decisão não é apenas dele e, sim, do governador Renan Filho. O deputado estadual Ricardo Nezinho também pretende ser o candidato do MDB em Arapiraca. Uma disputa interna está em andamento para a definição do nome.
Renan Filho já vem trabalhando há algum certo tempo para fazer uma reforma em seu secretariado, mas, no momento, os esforços estão voltados para medidas de enfrentamento ao coronavírus.
O prazo para desincompatibilização de cargos públicos se encerra no dia 04 de junho.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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