Politicando
Articulação de deputado alagoano garante o FNDE para o Centrão
Arthur Lira liderou as negociações que levaram ao PL o comando de fundo com R$ 29,4 bilhões
A Diretoria de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) foi entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao PL, do ex-deputado Valdemar Costa Neto. A legenda faz parte do Centrão, que tem o deputado federal Arthur Lira (Progressistas) como líder político.
Lira foi o responsável pela longa negociação, feita diretamente com o próprio presidente da República. A nomeação do novo diretor do FNDE, Garigham Amarante Pinto, foi feita no Diário Oficial da União, na segunda-feira (18).
Ex-assessor do PL, Amarante Pinto irá gerenciar, anualmente, orçamentos bilionários. Em 2019, por exemplo, os valores foram de R$ 29,4 bilhões.
Com o Centrão fazendo parte do governo federal, a votação de um possível processo de impeachment contra Jair Bolsonaro perde força e a possível reeleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), fica fragilizada. Arthur Lira é o preferido para assumir o cargo.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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