Politicando
Advogado alagoano recusa convite para defender filho de Jair Bolsonaro
Nabor Bulhões justificou que está sem agenda
Conhecido nacionalmente por sua atuação em defesa de personalidades políticas e multinacionais, o advogado criminalista Nabor Bulhões recusou o convite feito pelo presidente da República Jair Bolsonaro para trabalhar na defesa do senador Flávio Bolsonaro, no escândalo que envolve o ex-assessor parlamentar, Fabrício Queiroz.
A resposta do advogado alagoano foi dada no início desta semana a interlocutores da família Bolsonaro, segundo informação da colunista Bela Megale, de O Globo.
“Nabor justificou a decisão afirmando que o processo da “rachadinha” corre no Rio de Janeiro e que seria complicado um advogado de Brasília se dedicar ao caso como ele exige”, disse a colunista.
O convite ao renomado criminalista surgiu antes mesmo de Fabrício Queiroz ser preso. Mas Nabor Bulhões já teria antecipado que não tem disponibilidade de agenda por ter ações em que já atua em tribunais superiores.
Nabor Bulhões já atuou em casos que envolviam o ex-presidente Fernando Collor, PC Farias e Odebrecht.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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