Politicando
Collor e Cunha votam juntos no Senado e sinalizam possível aliança
Parlamentares estão de olho na prefeitura de Maceió
Adeptos do uso das redes sociais, os senadores alagoanos Fernando Collor (PROS) e Rodrigo Cunha (PSDB) votaram contra o Projeto de Lei 2.630/2020 que cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Essa não é a primeira vez que os parlamentares fazem dobradinha nas votações, e o posicionamento pode indicar uma possível aliança política.
No twitter, Collor comentou seu voto e acabou sendo contraditório. “Votei não, mas o Senado Federal aprovou o PL 2630/2020. Fake news são intoleráveis e devem ser combatidas de modo implacável. Mas o projeto, que precisa de amplo debate, vai muito além. Liberdades democráticas não combinam com Estado policialesco”, escreveu.
Eles já votaram juntos em outras matérias que previam a privatização de serviços de água e saneamento básico. No entanto, a aliança, pelo menos nas votações no Senado Federal, levanta indícios de que há interesse político de ambas as partes.
A eleição para o cargo de prefeito de Maceió pode ser um dos principais motivos para que Collor e Cunha estejam com pensamentos iguais.
Rodrigo Cunha tem como pré-candidato o deputado federal JHC (PSB) e o acordo para a indicação do nome do vice não é mais segredo. Já Fernando Collor, ainda não se posicionou sobre em qual palanque estará presente. Ao seu estilo, o ex-presidente da República deverá deixar para os quarenta e cinco do segundo tempo o anúncio da chapa que irá apoiar.
Outro fato que chamou atenção na votação do PL das “fake news” foi o posicionamento do senador Renan Calheiros (MDB), que se absteve. O político alagoano também ingressou no uso das redes sociais para falar sobre sua atuação parlamentar e comentar sobre diversos assuntos polêmicos. Mas, neste caso, o silêncio de Calheiros causou estranheza. Nos bastidores, comenta-se que ele tem pretensões de voltar à presidência do Senado Federal.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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