Politicando

Politicando

Politicando

Ficha Limpa: 35 políticos podem ficar de fora das eleições em Alagoas

Cristiano Matheus e Palmery Neto são citados, mas pretendem participar do processo eleitoral

09/09/2020 07h07
Ficha Limpa: 35 políticos podem ficar de fora das eleições em Alagoas

Uma lista contendo o nome de trinta e cinco gestores públicos que tiveram contas analisadas e desaprovadas nos últimos dois anos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) foi encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no dia 17 de julho. Os citados podem ser impedidos de participarem do processo eleitoral este ano.

Com base nas informações repassadas ao TRE, os políticos citados no documento podem ser classificados como “fichas sujas”, podendo acarretar numa declaração de inelegibilidade por parte da Justiça Eleitoral.

Aqueles que desejarem participar do pleito deste ano poderão registrar candidatura. No entanto, caberá ao juiz eleitoral de cada comarca proferir decisão deferindo ou não as candidaturas pleiteadas.

Nomes bastante conhecidos da política alagoana que pretendem permanecer ou voltar ao poder são vistos na lista do TCE enviada ao TRE, como por exemplo o ex-prefeito de Marechal Deodoro e pré-candidato à prefeitura de Pão de Açúcar, Cristiano Matheus; Antônio Palmery Melo Neto, prefeito de Cajueiro e pré-candidato à reeleição;

Veja, abaixo, a relação na íntegra:

Os gestores de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus; de Campo Alegre, Gervásio de Oliveira Lins e Luciano Rufino da Silva; de Mar Vermelho, Juliana Lopes de Farias Almeida; de Joaquim Gomes, Amara Cristina da Solidade; de Senador Rui Palmeira, Siloé de Oliveira Moura; de Monteirópolis, Mailson de Mendonça Lima; da Barra de Santo Antônio, Rogério Farias e Maria Cícera Mendonça Casado; e de Mata Grande, Fernando José de Araújo Lou. Antônio Palmery Melo Neto, de Cajueiro; Arthur Emilio Bernardes Lins, do Ideral; Severiano José Freitas Souza e Manuilson Andrade Santos, ambos de Colônia Leopoldina; Maxwell Tenório Cavalcante, de Pindoba; José Rodrigues Gomes, de Água Branca; Márcio Fidelson Menezes Gomes, de Maravilha; Manoel João dos Santos Júnior, de Passo do Camaragibe; Ermane Pereira de Melo, de Batalha; e Cleovan Florentino de Almeida, de Maribondo.

Foram notificados também: José Alberto Barroso Barreto, de Jaramataia; Djalma Guttemberg Siqueira Breda, de Piaçabuçu; Roberto Ferreira Wanderley, de Cacimbinhas; Manoel Marques Júnior, de Jacuípe; Cícero Ferreira da Silva, de Satuba; José Hermes de Lima, de Canapi; Marcos Antônio de Almeida, de Paulo Jacinto; Cícero Cavalcante de Araújo, de São Luís do Quitunde; João Pereira da Silva, de Santa Luzia do Norte; José Ernesto Silva Júnior, de Jacaré dos Homens Os conselheiros desaprovaram, da mesma maneira, as contas de Marcos Aurélio de Melo, da Câmara Municipal de Jacaré dos Homens; Antônio Guedes Cavalcanti Filho, da Câmara de Joaquim Gomes; Luiz Adolfo Beiriz Verçosa, da Câmara de São Miguel dos Milagres; Cícero José da Silva, da Câmara de Porto Calvo; e Mário César Pereira da Silva, da Câmara de Batalha.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos