Politicando
Marcos Lisboa tem contas rejeitadas pelo TCE e não poderá disputar reeleição em Paulo Jacinto
Prefeito está em lista de
As contas da prefeitura de Paulo Jacinto dos últimos dois anos foram analisadas e desaprovadas pelo Tribunal de Contas Estadual (TCE). O gestor do município, Marcos Lisboa (MDB), foi citado numa lista enviada pela presidência da Corte de Contas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no dia 17 de setembro.
A rejeição implica no enquadramento de Marcos Lisboa como “Ficha Suja” e pode resultar numa declaração de inelegibilidade por parte da Justiça Eleitoral. Ele é candidato a reeleição. No entanto, o juiz da Comarca em que pertence o município de Paulo Jacinto pode decidir pelo indeferimento da candidatura do atual prefeito.
A convenção partidária que escolheu Marcos Lisboa como candidato a prefeito pelo MDB foi realizada na quarta-feira (16). O registro de candidatura deverá ser enviado à Justiça Eleitoral até o dia 26 de setembro. A partir desta data, podem ocorrer pedidos de impugnação de candidatura. Em seguida, o juiz eleitoral irá julgar sobre o deferimento ou não do pedido.
A assessoria de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas confirmou que o relatório está em posse da assessoria técnica da corte.
O outro lado
Em contato com o 7Segundos, a assessoria de comunicação de Marcos Lisboa esclareceu, por meio de nota, que a prestação de contas que gerou a polêmica citada na reportagem se refere ao exercício de 2005, o que não impede a reeleição do atual prefeito.
Nota de Esclarecimento
O Portal “7Segundos” publicou nessa quinta-feira, 17 de setembro de 2020, matéria em que noticiou que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas recebeu uma relação contendo o nome de 35 gestores públicos, incluindo o nome do Prefeito Marcos Lisboa, que tiveram as contas analisadas e desaprovadas nos últimos dois anos, o que implicaria uma declaração de inelegibilidade.
Ocorre que tal informação, em relação ao Sr. Marcos Lisboa, está completamente equivocada, ou seja, não existe qualquer empecilho para a candidatura à reeleição do atual prefeito.
A prestação de contas que gerou essa polêmica se refere ao exercício de 2005 e a conclusão do Parecer Prévio se encontra no aguardo de recurso interposto pela defesa, que apontou diversas omissões e contradições no julgamento.
Além disso, após o julgamento do Parecer Prévio pelo Tribunal de Contas, a prestação de contas deverá ser encaminhada para análise pela Câmara de Vereadores.
Tais fatos, inclusive, foram devidamente reconhecidos pela Presidência do Tribunal de Contas do Estado, que em resposta a Ofício enviado pelo Sr. Marcos Lisboa, registrou que o processo se encontra no aguardo de julgamento do recurso, documento que se encontra à inteira disposição.
Assim, sempre pautado na transparência e verdade real dos fatos, reafirmamos e asseguramos que não há qualquer problema na pretensa candidatura à reeleição do Prefeito Marcos Lisboa nas eleições de 2020.
Atenciosamente,
MARCOS ANTONIO DE ALMEIDA.

Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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