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Coligação entra com ação contra candidato a Prefeito de Maceió por abuso de poder

A ação se baseia no amplo uso das rádios Francês FM e Farol FM pelo candidato

13/10/2020 19h07 - Atualizado em 13/10/2020 19h07
Coligação entra com ação contra candidato a Prefeito de Maceió por abuso de poder

Uma ação de investigação judicial eleitoral da Coligação Maceió Mais Forte (Alfredo Gaspar-MDB) acusa o candidato João Henrique Caldas (PSB) de abuso de poder econômico, midiático e uso indevido de veículo de comunicação. A ação busca a condenação de JHC e demais envolvidos, com a cassação de seus registros de candidatura e sua inelegibilidade.

A ação se baseia no amplo uso das rádios Francês FM e Farol FM pelo candidato, durante meses, desde que começou a ser anunciada sua pré-candidatura a prefeito de Maceió. A ação tem mais de 160 horas gravadas de programação das emissoras – com conteúdo favorável a JHC. Se isso fosse convertido em compra de espaço publicitário, daria mais de R$ 500 mil.

As emissoras que beneficiavam o político pertencem à Fundação Quilombo, constituída no passado pelo pai de João Henrique Caldas, o ex-deputado João Caldas da Silva, personagem que sempre desaparece na época da campanha de seu filho, em razão do passado de problemas e acusações de improbidades.

Emissoras de rádio são espaços de concessão pública e não podem explicitar inclinação política. No caso específico das duas rádios da família de JHC, dentro de suas programações diárias, faziam uma constante referência ao deputado, enfocando os mais diversos assuntos. Ele era protagonista de programas de larga audiência (como Mobiliza Brasil e Show da Manhã), sendo quase que entrevistado exclusivo dos programas sobre temas variados.

A influência de JHC nas rádios também se constatou no controle sobre os âncoras dos programas Mobiliza Brasil e Show da Manhã, os dois programas de maior audiência das emissoras, e que era o espaço preferido de JHC para se promover. Quando ele não estava sendo entrevistado nos programas diários, seus âncoras destinavam algum espaço do programa para fazer menção a algum trabalho do deputado ou até mesmo reproduzir a opinião dele sobre algum assunto.

Tratava-se, portanto, de uma programação diária pautada para enaltecer a pessoa do pré-candidato, o qual, sobre as rádios e os programas, tinha posição de comando e superioridade, além de laços de amizade.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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