Politicando
Com mais visibilidade dada por Renan Filho, Alexandre Ayres deve ser o candidato à sucessão ao Governo
Titular da pasta da Saúde vira protagonista em ações que eram anunciadas pelo governador
O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, passou a tomar o protagonismo de muitas ações do Governo de Alagoas, principalmente, em casos relacionados à pandemia provocada pelo novo coronavírus. Anteriormente, os anúncios eram feitos em primeira mão pelo governador Renan Filho (MDB).
Nesta quarta-feira (06), Alexandre Ayres, usou o Twitter para informar que o Governo de Alagoas já garantiu o estoque de agulhas e seringas para início da vacinação contra a Covid-19 em Alagoas.
Essa mudança de estratégia, dando mais visibilidade à Ayres, levanta indícios de que Renan Filho já tomou a decisão sobre o nome que irá apoiar para a sucessão ao cargo de governador de Alagoas, em 2022.
O secretário de Saúde já estaria sendo preparado para enfrentar o desafio de ir às urnas para defender o legado da família Calheiros a frente do Palácio República dos Palmares. Caso a possibilidade se concretize, esta será a primeira vez que ele disputará um cargo eletivo.
Alexandre Ayres é irmão do prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Filho. Advogado e pós-graduado em Gestão Pública e Cidades, teve sua atuação nesta seara profissional sempre voltada ao Direito Público. Ele já assumiu a secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do governo Renan Filho de 2015 a 2018.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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