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Derrotado em vários municípios, Marx Beltrão deve perder espaço no Governo

Deputado federal fica sem o apoio de cinco importantes prefeituras e tem reeleição comprometida

20/01/2021 17h05
Derrotado em vários municípios, Marx Beltrão deve perder espaço no Governo

A reforma administrativa no Governo de Alagoas pode interferir diretamente no processo de reeleição do deputado federal Marx Beltrão (PSD).

Beltrão foi derrotado em cinco municípios, onde tinha familiares no comando das gestões de Coruripe, Feliz Deserto, Jequiá da Praia, Feliz Deserto e Piaçabuçu.

Sem força política, o deputado federal deverá perder espaços no primeiro escalão do governo Renan Filho. A secretaria estadual de Agricultura, poderá a ser a primeira baixa. A pasta é comandada por João Lessa Netto, indicado por Marx Beltrão.

Já o Instituto de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Alagoas (Ideral), comandado por Jully Beltrão, também deverá sair da cota do parlamentar no governo do Estado.

As duas pastas, porém, podem permanecer na família Beltrão, mas do lado que faz oposição à Marx. O ex-prefeito de Penedo, Marcius Beltrão, é o coordenador do grupo da outra parte da família, que tirou os espaços de Marx nas cinco prefeituras do Litoral Sul de Alagoas.

Marcius ensaia candidatura à Câmara Federal e tem grandes chances de vitória, o que é considerado um grande risco ao mandato de Marx Beltrão.

Quem sairá vencedor, só saberemos em 2022. Mas a reforma administrativa será uma prévia de qual lado da família Beltrão o governador Renan Filho vai estar.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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