Politicando

Politicando

Politicando

Crise política em Marechal Deodoro faz dois secretários municipais pedirem exoneração

Prefeito não estaria honrando compromissos financeiros, gerando desgaste para a imagem dos secretários

10/03/2021 17h05
Crise política em Marechal Deodoro faz dois secretários municipais pedirem exoneração

O prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Filho Cacau (MDB), já enfrenta problemas sérios no início do seu segundo mandato, motivados por decisões políticas. Duas secretarias municipais chegaram a ser extintas, com o pedido de exoneração dos titulares da pasta.

A primeira baixa no governo foi com a saída de Euclydes Affonso Barros de Mello, filho do ex-senador Euclides Mello, que respondia pela secretaria de Esportes. A pasta foi anexada à secretaria municipal de Educação, se transformando em superintendência de Esportes.

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, a mudança faz parte da reforma administrativa realizada por determinação do prefeito Cacau.

Já a secretaria de Governança e Comunicação também teve baixas. O titular da pasta, João Amaral, pediu exoneração do cargo. Nos bastidores, a informação é de que o prefeito não estaria assumindo os compromissos financeiros realizados através da secretaria.

Com o alto valor do débito e recebendo forte pressão por parte da imprensa, Amaral decidiu deixar a gestão. A assessoria de comunicação da Prefeitura não informou se haverá nomeação de um novo nome para a titularidade da pasta ou se a Comunicação será anexada em outra secretaria, como aconteceu com a pasta de Esportes.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos