Politicando
Família Holanda quer de volta cadeiras na ALE e Câmara Federal
Grupo político espera que próximas eleições devolvam mandatos à família
Chegando a ter ocupantes na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e na Câmara de Maceió, a família Holanda deseja recuperar os espaços perdidos no Poder Legislativo das esferas nacional, estadual e municipal. Atualmente, o grupo político só possui uma vaga na Câmara Municipal, ocupada pelo vereador Fernando Holanda, mas já se organiza para disputar as eleições de 2022 e ter de volta lugar de destaque na política alagoana.
O ex-deputado Dudu Holanda não conseguiu a reeleição em 2018 e ficou na suplência do PSD. Ele já tem visitado suas bases políticas com o objetivo em ter sua cadeira de volta na Assembleia Legislativa. Na eleição passada, ele chegou a registrar candidatura, mas desistiu de participar do pleito antes de o TRE julgasse sua elegibilidade, num processo em que foi condenado numa ação penal e tem outro processo em transitado em julgado.
Dudu Holanda foi condenado, em dezembro de 2017, a três anos e cinco meses de prisão e a perda de seus diretos políticos, devido a uma agressão contra Paulo Corintho, em 2009. Na época, ambos eram vereadores, e Holanda mordeu e arrancou um pedaço da orelha de Corintho durante um desentendimento em uma festa.
Marcos Antônio Macedo Holanda (PSD) assumiu a candidatura e colocou na urna apenas o sobrenome Holanda. Mas obteve apenas 20.172 votos, que foram insuficientes para garantir o mandato de deputado estadual para a família.
O patriarca da família, Antônio Holanda, que já foi vereador por Maceió, deputado estadual e deputado federal, também deseja voltar as atividades políticas e reassumir um mandato na Câmara Federal, a partir de 2023.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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