Politicando
Acusado de prejudicar ponto de vacinação em Maceió, vereador é chamado de genocida
Através das redes sociais, cidadãos chamam Leonardo Dias de “irresponsável”
O vereador por Maceió, Leonardo Dias (PSD), vem sendo duramente criticado nas redes sociais por ser acusado de ser um dos motivadores da manifestação que prejudicou um ponto de vacinação na Capital, neste domingo (14). Diversas autoridades reagiram ao posicionamento do parlamentar-mirim, que é seguidor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e ficou conhecido como novo personagem folclórico da Casa de Mário Guimarães por conta de discursos contraditórios.
Também através da internet, o deputado estadual Ronaldo Medeiros (MDB) foi um dos primeiros a se pronunciar sobre o caso. Ele chamou o vereador de “genocida”. “Um vereador que deveria dar exemplo, principalmente nesse momento de dor para todos nós, faz exatamente o contrário! Quando o mundo todo necessita de vacina, de não aglomerar em respeito as vidas que se foram. Atitude de um genocida! Cria juízo e respeita o mandato”, disparou o parlamentar.
Leonardo Dias também foi desmentido pelo delegado federal e Superintendente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Maceió (SMTT), André Costa. O vereador afirmou que o órgão fiscalizador estava presente no período da concentração da manifestação pró-Bolsonaro. “A SMTT está no local diariamente, nossos agentes de trânsito e transporte auxiliam na vacinação. Vincular a superintendência a qualquer ato de bloqueio é um erro passível de investigação”, rebateu o delegado.
André Costa ainda criticou o fato da realização de uma manifestação num local onde é feita a imunização de pessoas contra a Covid-19, doença que tem matado milhares de brasileiros diariamente. “O estacionamento de Jaraguá é um local sagrado de vacinação e jamais seria permitida alguma manifestação sob a nossa tutela”.
Já o vereador Siderlane Mendonça (PSB), caracterizou a manifestação que tinha Leonardo Dias como um dos supostos organizadores, de “irresponsável”. “Concentrar uma mobilização em um local de vacinação contra a Covid-19 é de tamanha responsabilidade. Se faz necessário a punição dos organizadores, para que da próxima vez não atrapalhe um ponto de vacinação dos nossos idosos”, destacou.
Mesmo sem ter seu nome citado na maioria das vezes por autoridades que criticaram a manifestação, Leonardo Dias “vestiu a carapuça” e publicou uma nota negando que tenha sido um dos idealizadores da manifestação, que chamou de “ato em apoio ao Presidente e contra o Lockdown”.
“Publiquei apenas os banners como cidadão, assim como centenas de pessoas o fizeram. Somente tomei conhecimento que a vacinação ocorreria nesse domingo, quando os Movimentos já haviam convocado para o ato. Estive no local de concentração como cidadão. Não estive no trio elétrico e sequer acompanhei a carreata”, diz um trecho da nota, onde internautas fizeram diversos comentários como “vá trabalhar” e “irresponsável”.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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