Política

Decisão do presidente do Senado sobre sigilo de Lulinha é vitória para Alfredo Gaspar

Nas redes sociais, o relator da CPMI do INSS comemorou a manutenção da quebra do sigilo bancário do filho de Lula

Por Felipe Ferreira 04/03/2026 11h11 - Atualizado em 04/03/2026 11h11
Decisão do presidente do Senado sobre sigilo de Lulinha é vitória para Alfredo Gaspar
Gaspar saiu como vitorioso após decisão sobre sigilo de Lulinha - Foto: Montagem 7Segundos

A decisão do senador Davi Alcolumbre (União Brasil) pela manutenção da quebra do sigilo bancário de Lulinha, filha do presidente Lula (PT), pode ser encarada como uma vitória política da oposição, sobretudo do deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil).

Relator da CPMI do INSS, Gaspar conduziu a sessão do colegiado que aprovou a quebra do sigilo e acabou em troca de socos com parlamentares da base governista. Deputados e senadores do PT questionaram junto à Mesa Diretora o resultado da votação.

Nessa terça-feira (3), o presidente do Senado afirmou que não houve má interpretação do presidente da CPMI do INSS em relação ao número de presentes durante a sessão.

"O quórum da reunião, aferido em votação nominal anterior, era de 31 parlamentares, sendo, portanto, necessárias 16 manifestações contrárias para a rejeição dos itens. Ainda que se admitisse a existência de 13 ou 14 votos contrários, tal número não alcançaria a maioria exigida”, disse o presidente do Senado.

Nas redes sociais, Gaspar comemorou a decisão de Alcolumbre e definiu a manutenção da quebra do sigilo bancário de Lulinha como uma “vitória da verdade”.

“Tentaram desqualificar o resultado para blindar interesses. O impasse foi criado pela própria base do Governo, que apostou na soberba e acreditou ter a vitória garantida. Inconformados com a derrota, ainda protagonizaram cenas lamentáveis de violência no Parlamento. A confirmação não é derrota de A ou B, é vitória da verdade’, afirmou Alfredo Gaspar.

A expectativa é que Gaspar se projete ainda mais com a vitrine política que a CPMI do INSS concede. A exposição do alagoano pode favorecê-lo nas eleições de outubro, quando o deputado deve disputar o Senado Federal.