Politicando
Deputado alagoano faz referência à ditadura e diz que “democracia demais vira anarquia”
Cabo Bebeto criticou possível endurecimento de medidas de combate à Covid-19 por parte do governo do Estado
O deputado estadual Cabo Bebeto (PTC) voltou a usar a Tribuna da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), nesta terça-feira (17), para fazer comentários polêmicos sobre a democracia. Ele fez referências ao período da ditadura e criticou as ações de combate à pandemia por parte do governo de Alagoas.
“Democracia demais vira anarquia”, disse o parlamentar, ao comentar o possível endurecimento de medidas de combate à Covid-19, através de novo Decreto de distanciamento social controlado a ser anunciado pelo governador Renan Filho (MDB).
“Cada um age de maneira diferente. No Brasil, há governadores opressores, como Camilo Santana; ditadores, como Dória; e o governador de Alagoas, Renan Calheiros, que fica cantando ‘a gente não liga para o que o povo diz’. Aqui, o povo fala e não é ouvido. E o ditador é o presidente”, assegurou Bebeto.
O posicionamento de Cabo Bebeto gerou incômodo em grande parte dos demais deputados presentes na sessão ordinária. A deputada Jó Pereira (MDB) pediu um aparte e fez questão de destacar que “o contrário da democracia é ditadura”.
Cabo Bebeto seguiu seu discurso atacando a gestão de Renan Filho. “Aqui funciona a política do FCMF, fique em casa e morra de fome”, concluiu.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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