Politicando
Deputado estadual pede criação de Comissão para investigar inoperância da Casal
Inácio Loyola critica atuação da atual gestão da Companhia no trato com o abastecimento de água no interior do Estado
Na passagem do Dia Mundial da Água, o deputado estadual Inácio Loyola (PDT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), na sessão ordinária desta terça-feira (23), para criticar a atual gestão da Companhia de Abastecimento e Saneamento de Alagoas (Casal), que é comandada pelo engenheiro Clécio Falcão.
Durante seu pronunciamento, Loyola pediu a criação de uma Comissão para investigar a inoperância da Casal em questões relacionadas ao deficitário abastecimento em cidades do interior, em especial, as que ficam no Sertão do Estado. O trabalho dos carros-pipa e o não funcionamento do Canal do Sertão também deverão ser alvos das investigações.
“É uma aberração uma cidade como Ouro Branco passar três a quatro meses sem receber uma gota d’agua, assim como todas as cidades do médio e do alto Sertão de Alagoas. Diante do clamor e dessa omissão dos governos para com o Nordeste e com Alagoas, peço a criação de uma Comissão para investigar e fiscalizar essas questões de carros-pipa, do não funcionamento do Canal do Sertão e da inoperância da Casal”, justificou o parlamentar.
Essa não é a primeira vez que um político se posiciona de forma contrária à atual gestão da CASAL. Na semana passada, o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, pediu ao governador Renan Filho (MDB) a demissão do presidente da Casal, Clécio Falcão. O prefeito justifica o pedido pela inércia e falta de sensibilidade do atual gestor da CASAL que, segundo ele, não tem condições de gerir uma empresa tão importante.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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