Politicando
Desembargador alagoano é investigado pelo CNJ por uso de certidão falsa
Washington Luiz é alvo de processo administrativo disciplinar (PAD)
O desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ), Washington Luiz, está sendo alvo de investigação por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado é suspeito pelo uso de certidão ideologicamente falsa. A abertura do processo administrativo disciplinar (PAD) foi decidido por maioria.
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, corregedora nacional de Justiça, foi a autora do Pedido de Providências Nº 5451-74.2016.2.00.0000, que foi julgado durante a 327ª sessão ordinária, nesta terça-feira (23).
O processo trata-se da apuração da utilização de certidão ideologicamente falsa por parte do magistrado investigado, nos autos da Reclamação Disciplinar 0002662-39.2015.2.00.0000, já arquivada pelo Conselho.
A ministra destacou que não afirmou que o desembargador foi o autor do documento, mas votou pela necessidade da investigação se houve má-fé em seu uso. “Não estou reabrindo, pelo meu voto, nenhum outro caso. Apenas dizendo que essa certidão trazida de próprio punho por ele para dizer que seriam fantasiosas as alegações mostram, a meu ver, um comportamento incompatível com a magistratura. Daí a proposta de instauração de um PAD, em que ainda haverá a possibilidade de se provar que não foi assim”.
De acordo com o conselheiro Emmanoel Pereira, há divergências pois não houve a identificação de infração disciplinar, por isso não caberia a instauração de um PAD. Os conselheiros Mário Guerreiro, Flávia Pessoa e Maria Tereza Uille acompanharam a manifestação de divergência.
O Tribunal de Justiça de Alagoas ainda não se pronunciou sobre o caso.
Washington Luiz é irmão do deputado estadual Inácio Loiola e pai da secretária estadual da Cultura, Mellina Freitas. Essa não é a primeira vez que o magistrado é alvo de investigação por parte do CNJ.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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