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Pressão de Arthur Lira provoca demissão de ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro

Ernesto Araújo entregou o cargo na manhã desta segunda, 29

29/03/2021 16h04 - Atualizado em 29/03/2021 17h05
Pressão de Arthur Lira provoca demissão de ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro

O presidente da Câmara Federal e líder do Centrão, Arthur Lira (Progressistas), mais uma vez mostra a força que tem não só no Congresso Nacional, mas também no Palácio do Planalto. Ele provocou a queda do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Araújo não aguentou a pressão de Arthur Lira e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e entregou o cargo na manhã desta segunda-feira (29), após reunião com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Há cerca de uma semana Lira e Pacheco passaram a criticar duramente o desempenho do ministro e o acusaram de prejudicar as negociações com outros países para aquisição de novos imunizantes para o Brasil.

Os presidentes da Câmara e do Senado passaram a negociar diretamente com as embaixadas de diversos países, em busca de acelerar a vacinação da população.

Ernesto Araújo tinha o apoio da ala ideológica bolsonarista, liderada pelo filho do presidente, Eduardo Bolsonaro. Mas isso não foi suficiente para garantir o ministro no cargo.

O Centrão tem trabalhado nos bastidores para a indicação de um novo novo para o ministério das Relações Exteriores, que deve sair da Câmara ou do Senado.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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