Politicando
Collor não está alinhado com grupo de JHC e pode ficar isolado para eleições de 2022
Senador alagoano tenta formar chapa majoritária com Arthur Lira e Marcelo Victor
Uma publicação feita nas redes sociais do senador Fernando Collor (Pros) mostra que ele não está alinhado com o grupo político liderado pelo prefeito de Maceió, JHC (PSB). O ex-presidente pode ter dificuldades para composições políticas para as eleições de 2022.
Questionado por um seguidor, no último final de semana, se apoia o senador Rodrigo Cunha (PSDB) para o governo de Alagoas, Collor é enfático e diz que “não”.
Embora não tenha confirmado o interesse em disputar o cargo de governador de Alagoas, Cunha é um dos principais aliados de JHC. Senador e prefeito de Maceió já deixaram claro que não há possibilidades para a dissolução do grupo.
A indisposição de Collor em apoiar uma eventual candidatura de Rodrigo Cunha para governador pode deixá-lo isolado politicamente. Há, ainda, o risco de ficar sem uma chapa majoritária para as eleições de 2022.
O posicionamento de Collor pode sinalizar para uma composição com o grupo político liderado pelo presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor.
Porém, o grupo ainda não decidiu se lançará um nome ao governo. Nos bastidores, a informação é de que uma aliança entre as famílias Lira e Calheiros está prestes a acontecer e mudar o cenário político local.
Caso realmente essa composição aconteça, Collor fica isolado e terá de buscar abrigo no grupo de JHC e Cunha. Se eles aceitarão ou não, só o tempo poderá dizer.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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