Politicando
Vinda de Bolsonaro à Alagoas representa primeira resposta à Renan Calheiros
Presidente vai participar de inauguração de residenciais em Maceió
O Planalto já confirmou a vinda do presidente Bolsonaro à Alagoas para participar da entrega de dois residenciais em Maceió. A movimentação faz parte de uma estratégia que pode ser interpretada como uma retaliação pelo posicionamento do senador Renan Calheiros (MDB), como relator da CPI da Covid.
O evento acontecerá numa quinta-feira, dia em que o Congresso Nacional tem pouca movimentação e os parlamentares voltam para seus estados. Ou seja: Bolsonaro chegará à Alagoas acompanhado do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), e do senador Fernando Collor (Pros).
Além de Lira e Collor, a frente de honra será composta também pelo prefeito de Maceió, JHC (PSB), todos adversários políticos do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho.
A chegada de Bolsonaro é uma tentativa de mostrar a força do seu grupo político no Estado, e antecipa o palanque eleitoral que será formado para o pleito de 2022, que certamente também deverá contar com o senador Rodrigo Cunha, presidente do PSDB em Alagoas.
O que falta decidir, porém, é quem será o candidato a governador desse grupo político.
Já se espera, também, uma investida da família Calheiros à Bolsonaro, que pode se estender aos integrantes do palanque de entrega da obra em Maceió. O que irá decidir o direcionamento dos ataques é o discurso de cada um. É aguardar para ver!
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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