Politicando
JHC e Arthur Lira já definiram nomes para disputar Governo; Renan Filho ainda busca sucessor
Três maiores forças políticas de Alagoas buscam comando do Executivo estadual
A pandemia tem sido o único fator impeditivo para a troca de ataques diretos entre as três maiores forças políticas de Alagoas. Duas já definiram seus candidatos para a disputa majoritária. O governador Filho (MDB) ainda não conseguiu escolher o nome para sua sucessão.
O grupo liderado pelo prefeito de Maceió, JHC (PSB), terá o senador e presidente do PSDB em Alagoas, Rodrigo Cunha, como candidato a governador. O parlamentar já começou a percorrer o Estado em busca de ampliar sua base política. Cunha também tem se posicionado sobre uma série de temas polêmicos, ações que não estavam sendo feitas durante seus primeiros anos de mandato.
Já o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), e o presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (Solidariedade), escolheram o deputado estadual Davi Davino Filho (Progressistas) para entrar na disputa pelo comando do Poder Executivo estadual. Ele teve um bom desempenho nas urnas quando disputou a prefeitura de Maceió, em 2020.
Já o governador Renan Filho (MDB) pode não concluir seu mandato para disputar a única vaga no Senado Federal, em 2022. Antes de concretizar sua candidatura, ele precisa escolher um nome para assumir o governo com sua desincompatibilização e disputar a reeleição ao cargo. Até o momento, apenas os secretários de estado Alexandre Ayres (Saúde), Rafael Brito (Educação), e Alfredo Gaspar (Segurança Pública) são as opções.
Na bolsa de apostas da política local, há quem acredite que, caso não consiga escolher um nome que seja viável e que tenha um bom desempenho nas pesquisas de opinião pública, Renan Filho deverá concluir seu mandato no Palácio República dos Palmares.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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