Politicando
“Posa de macho no cercadinho”, diz Calheiros sobre Bolsonaro
Senador alagoano retrucou fala em que presidente disse que “cagou para a CPI”
O senador Renan Calheiros (MDB) rebateu o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre os trabalhos realizados pela CPI da Covid, que investiga possíveis omissões do Governo Federal no enfrentamento à pandemia.
Após Bolsonaro dizer que “cagou para a CPI”, em entrevista à imprensa nessa quinta-feira (08), Calheiros - que é o relator da Comissão - retrucou as declarações do presidente.
“Isso é muito ruim para um presidente da República que posa de macho todos os dias no cercadinho do Alvorada e emudece diante a comissão parlamentar de inquérito”, disse o senador alagoano.
No Twitter, Renan Calheiros foi além e disse que a palavra usada por Bolsonaro define seu Governo. “Que síntese. Nunca um governo foi tão bem definido em uma palavra. Parabéns Bolsonaro, foi o que o senhor fez mesmo. Já tem o slogan de 2022”, escreveu.
Para Calheiros, a postura de Bolsonaro diante dos últimos acontecimentos na CPI é um sinal de “preocupação”.
“O fato é que o presidente da República emudeceu numa questão que é muito importante para que nós possamos balizar o aprofundamento da investigação e possamos também ter uma resposta fundamental para saber de que maneira nós devemos tratar o deputado Luis Miranda, e seu irmão”, afirmou.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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