Politicando
Governo Bolsonaro está nas mãos de um alagoano
Arthur Lira tem o poder de decidir se dará ou não andamento ao processo de impeachment
O futuro político do país está nas mãos de um alagoano, o deputado federal Arthur Lira (Progressistas). Ele é o presidente da Câmara e tem o poder de decisão a respeito da abertura ou não do processo de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Apesar do avanço das investigações na CPI da Covid, Lira já revelou publicamente que não há base legal para instaurar o processo de impedimento do presidente Bolsonaro.
No entanto, a pressão popular a favor do impeachment tem aumentado, conforme recentes pesquisas de opinião pública realizadas em todo o país. Os números mostram que mais da metade da população não quer mais Bolsonaro no cargo de presidente.
O senador Renan Calheiros (MDB) voltou a ter destaque nacional na função de relator da CPI da Covid e tem sido, no momento, a principal preocupação da família Bolsonaro. O alagoano não tem poupado esforços para provar que o presidente é um dos principais responsáveis pelo crescente número de mortos por Covid no país, e chefe de uma organização criminosa que supostamente tira vantagens financeiras da pandemia.
Embora estejam em lados opostos, Arthur Lira e Renan Calheiros não entram em atrito, pelo menos politicamente. Isso pela possibilidade de uma composição nas eleições de 2022 em Alagoas, onde um acordo de bastidores pode proporcionar vitória para os dois grupos políticos.
Se essa trégua entre as duas maiores forças políticas de Alagoas durará por muito tempo ou não, só saberemos no desenrolar da CPI da Covid, que tem avançado a cada dia.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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