Politicando
Com Bolsonaro no Progressistas, Arthur Lira poderá colocar Collor como seu “refém político”
Deputado alagoano fica fortalecido nos cenários políticos nacional e local
Já é fato que o senador Fernando Collor (PROS) tenta pegar carona na onda bolsonarista para garantir a reeleição em 2022. Mas com a possível filiação de Jair Bolsonaro ao Progressistas, o ex-presidente da República poderá ter de se submeter a outro alagoano.
A ida de Bolsonaro para o Progressistas já é considerada como certa nos corredores do Congresso Nacional. Com isso, o presidente da Câmara Federal e principal articulador da legenda, deputado Arthur Lira, fica ainda mais forte politicamente em Brasília.
Com Bolsonaro filiado ao Progressistas, o partido ganhará uma série de novos filiados que irão para a legenda para agradar o presidente. Entre eles, o senador Fernando Collor.
Caso isso aconteça, Arthur Lira passa a ter Collor como seu “refém político” e poderá ter poder de decisão para as eleições majoritárias de 2022 em Alagoas.
A cada dia, Arthur Lira se fortalece e começa a se transformar no nome que poderá dar a cartada final que definirá os nomes que sentarão na cadeira de governador de Alagoas e Senador da República a partir de 2023.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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