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Briga pela presidência do PDT de Maceió pode gerar desfiliação em massa no partido

Disputa interna vai parar na Justiça

06/08/2021 17h05
Briga pela presidência do PDT de Maceió pode gerar desfiliação em massa no partido

O comando do diretório municipal do PDT acabou gerando um tremendo mal-estar entre filiados históricos do partido em Maceió. A ferida foi aberta e o desentendimento entre Ronaldo Lessa, Jurandir Boia e Judson Cabral se tornou público.

Ex-governador e atual vice-prefeito da Capital, Ronaldo Lessa é o principal nome da legenda. Ele pediu licença da presidência da Executiva Estadual do partido para dar espaço ao ex-deputado federal Jurandir Boia.

Segundo informações de uma fonte interna, Boia teria se rebelado e quer dar as cartas de forma isolada. A confusão gira em torno do nome do novo comandante do diretório municipal. O ex-deputado Judson Cabral – que não conseguiu espaço na prefeitura – quer permanecer no cargo.

O ex-parlamentar estaria, inclusive, ameaçando sair do partido, caso não continue no comando do partido.

Mas acontece que Cabral se filiou ao PDT após se desentender com integrantes do PT, partido ao qual era membro durante décadas. Boia é do PDT desde sempre.

A verdade é que a briga de egos pode provocar uma debandada de filiados, deixando o partido fragilizado.

O nome mais forte permanecerá sendo o de Lessa, não apenas por ser o detentor de um importante mandato no município, mas por sua trajetória e renascimento das cinzas, podendo ser, aliás, o novo prefeito de Maceió a partir de 2022.

Os demais nomes continuam apenas sendo “ex”.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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