Politicando
Teca Nelma pede para Leonardo Dias aceitar derrota na Câmara Federal sobre voto impresso
Vereadora ironiza sobre perdas e vitórias no processo democrático
Os vereadores Leonardo Dias (PSD) e Teca Nelma (PSDB) voltaram a trocar alfinetadas na sessão ordinária da Câmara Municipal de Maceió (CMM), na tarde desta quarta-feira (11). Desta vez, Dias criticou o fato de a mãe da colega, deputada federal Tereza Nelma (PSDB), ter votado contra a PEC do Voto Impresso Auditável.
“Entendo que a mãe dela tem todo o direito de votar da forma que ela acha que deve. Mas eu me sinto na obrigação de, mais uma vez, restabelecer os fatos. A PEC do Voto impresso em nada tem a ver com o volta do sistema antigo de votação. Esse discurso do voto impresso foi recheado de mentiras, recheado de fake News”, disse Leonardo Dias, que chegou a ler trecho da matéria e voltou a defender o voto impresso.
Dias foi além e criticou o PSDB, partido de Tereza e Teca Nelma, por mudar de posicionamento a respeito do assunto. “O partido da deputada chega e em 2015, depois da eleição de 2014, fez uma auditoria que custou R$ 1 milhão e chegou a conclusão do seguinte: que o sistema é impossível de ser auditado, e sugere que o tribunal adote o voto impresso como alternativa para checagem de voto. Veja, o próprio PSDB, em 2015, aconselhou o voto impresso porque o sistema é inauditável, não existe como auditar as urnas”, disparou o vereador, criticando o presidente do TSE.
A vereadora Teca Nelma foi a próxima inscrita para fazer o uso da Tribuna da Câmara e retrucou com ironia a fala de Leonardo Dias. “Sobre os posicionamentos proferidos por meu colega vereador eu tenho a dizer a seguinte frase, que já foi me dita sobre ele: ‘democracia é isso, um dia você perde, um dia você ganha’, aceite que o senhor perdeu nessa última, então, muito obrigada!”, disse.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Virginia surge beijando macaco durante viagem de luxo em Dubai
Fiscalização apreende 100 kg de produtos vencidos em estabelecimento na Ponta Verde
Presidente do Republicanos resiste a pressões e garante Davi Filho na briga pelo Senado
Renan Calheiros mira presidente da Câmara em investigações contra o banco de Vorcaro
Repasse milionário de Jairzinho Lira a ONG de Lagoa da Canoa é investigado pelo MPAL
