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Teca Nelma pede para Leonardo Dias aceitar derrota na Câmara Federal sobre voto impresso

Vereadora ironiza sobre perdas e vitórias no processo democrático

11/08/2021 17h05
Teca Nelma pede para Leonardo Dias aceitar derrota na Câmara Federal sobre voto impresso

Os vereadores Leonardo Dias (PSD) e Teca Nelma (PSDB) voltaram a trocar alfinetadas na sessão ordinária da Câmara Municipal de Maceió (CMM), na tarde desta quarta-feira (11). Desta vez, Dias criticou o fato de a mãe da colega, deputada federal Tereza Nelma (PSDB), ter votado contra a PEC do Voto Impresso Auditável.

“Entendo que a mãe dela tem todo o direito de votar da forma que ela acha que deve. Mas eu me sinto na obrigação de, mais uma vez, restabelecer os fatos. A PEC do Voto impresso em nada tem a ver com o volta do sistema antigo de votação. Esse discurso do voto impresso foi recheado de mentiras, recheado de fake News”, disse Leonardo Dias, que chegou a ler trecho da matéria e voltou a defender o voto impresso.

Dias foi além e criticou o PSDB, partido de Tereza e Teca Nelma, por mudar de posicionamento a respeito do assunto. “O partido da deputada chega e em 2015, depois da eleição de 2014, fez uma auditoria que custou R$ 1 milhão e chegou a conclusão do seguinte: que o sistema é impossível de ser auditado, e sugere que o tribunal adote o voto impresso como alternativa para checagem de voto. Veja, o próprio PSDB, em 2015, aconselhou o voto impresso porque o sistema é inauditável, não existe como auditar as urnas”, disparou o vereador, criticando o presidente do TSE.

A vereadora Teca Nelma foi a próxima inscrita para fazer o uso da Tribuna da Câmara e retrucou com ironia a fala de Leonardo Dias. “Sobre os posicionamentos proferidos por meu colega vereador eu tenho a dizer a seguinte frase, que já foi me dita sobre ele: ‘democracia é isso, um dia você perde, um dia você ganha’, aceite que o senhor perdeu nessa última, então, muito obrigada!”, disse.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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