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Retorno das coligações será a “salvação” para a maioria dos políticos com mandato

Os com maior poder aquisitivo poderão usar os “poca urnas” para terem vantagem no coeficiente eleitoral

13/08/2021 17h05
Retorno das coligações será a “salvação” para a maioria dos políticos com mandato

Mesmo falando passar pelo Plenário do Senado Federal, a PEC que autoriza o retorno das coligações partidárias a partir das eleições do próximo ano está sendo interpretada como a “salvação” para muitos políticos detentores de mandato em Alagoas.

Os com maior poder aquisitivo poderão usar os “poca urnas” para terem vantagem no coeficiente eleitoral.

No pleito de 2018, apenas JHC (PSB) conseguiu votos suficientes para poder ser eleito “sozinho”.

Em 2022, pelo menos sete deputados federais apostam nos votos da coligação para poderem se manter no poder: Teca Nelma e Pedro Vilela do PSDB, Paulão (PT), Severino Pessoa (Republicanos), Isnaldo Bulhões (MDB), Sérgio Toledo (PL) e Nivaldo Albuquerque (PTB).

Já Marx Beltrão (PSD) é uma incógnita por conta do racha na família, mas pode surpreender e ter uma reeleição tranquila.

Arthur Lira (Progressistas) já é considerado o “novo JHC”, pois há expectativa de ser o mais votado na disputa proporcional por ter toda a estrutura da presidência da Câmara Federal a sua disposição.

A campanha praticamente já começou e cada um já começou a usar as armas que possuem.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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