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Marcelo Victor fará a distribuição de deputados estaduais em partidos aliados

Presidente da ALE faz articulação política para ganhar musculatura de olho em 2022

17/09/2021 16h04
Marcelo Victor fará a distribuição de deputados estaduais em partidos aliados

Esta semana o deputado estadual Bruno Toledo (PROS) confirmou o poder que o presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (Solidariedade), possui diante da grande maioria dos parlamentares da Casa de Tavares Bastos. Victor deverá ser o responsável pela articulação em torno da troca de partidos dos colegas.

Questionado pela imprensa sobre a relação com seu partido e se há interesse de ingressar em outra legenda, Bruno Toledo disse que seguirá orientação de Marcelo Victor. “A tendência é que, no momento adequado e juridicamente viável, eu mude de partido. A ida para o Democratas vai depender da formação futura do diretório estadual. Se a decisão do meu grupo for pelo Democratas, eu seguirei”.

A fala de Toledo deverá ser repetida por maioria dos deputados estaduais, que confiam quase que cegamente em Marcelo Victor. Embora esteja filiado ao Solidariedade, o presidente da ALE tem influencia em, pelo menos, 6 partidos políticos em Alagoas.

Com a janela partidária, a expectativa é que dos 27 deputados estaduais, ao menos 15 decidam mudar de partido para tentar alguma vantagem através do coeficiente eleitoral. Os quatro parlamentares eleitos pelo PRTB deverão ingressar em outra sigla, por exemplo.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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