Politicando
Secretários de Renan Filho miram vagas na Assembleia Legislativa e “esquecem” disputa pelo governo
Demora na escolha de candidato ao governo do grupo situacionista faz aliados políticos tomarem outro rumo
Os membros do primeiro escalão do Governo de Alagoas que estavam sendo cotados como potenciais candidatos à sucessão de Renan Filho (MDB) esmoreceram. A disputa interna pela vaga praticamente chegou ao fim, e os nomes ventilados se mostram dispostos a enfrentar as eleições proporcionais.
Todos os secretários estaduais que almejavam a candidatura ao Governo teriam desistido de esperar por Renan Filho e articulam participar das eleições de 2022, mas disputando uma vaga na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) ou na Câmara Federal.
Agora, restou para Renan Filho os nomes de prefeitos que ainda se mostram dispostos a entrar na briga pela cadeira de chefe do Executivo Estadual. O prefeito do Pilar, Renato Filho (PSC), foi o primeiro a ter coragem para colocar o nome no jogo. Em seguida, o prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cezar (MDB), disse que almeja despachar no Palácio República dos Palmares. Esta semana, o prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves (Progressistas), revelou ter interesse no cargo.
Já os secretários estaduais Alexandre Ayres (Saúde), Rafael Brito (Educação) e Maurício Quintela (Infraestrutura), querem um mandato de deputado estadual e já estão com equipes prontas aguardando apenas a Justiça Eleitoral liberar o início da campanha.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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