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Após confrontar lideranças do PDT, Judson Cabral deverá se filiar ao PSB para ser candidato em 2022

Ex-deputado se indispôs com fundadores do partido em Alagoas

22/09/2021 17h05 - Atualizado em 22/09/2021 17h05
Após confrontar lideranças do PDT, Judson Cabral deverá se filiar ao PSB para ser candidato em 2022

O ex-deputado Judson Cabral teve que recorrer à Justiça para se manter na presidência do diretório municipal do PDT em Maceió, após toda a diretoria ser dissolvida por uma decisão da Executiva Estadual do partido.

Após o confronto interno, o clima ficou muito tenso e o ex-parlamentar deverá deixar o PDT para poder participar das eleições de 2022 na condição de candidato. Nos bastidores, a informação é de que Cabral foi convidado a se filiar no PSB, a convite do prefeito JHC.

Judson Cabral se consolidou como uma das grandes lideranças no PDT, mas foi acusado de questionar alguns posicionamentos de lideranças que fundaram o partido no Estado. Acusado de “peitar” os caciques da legenda, ele foi convidado a se desfiliar “para evitar constrangimentos”.

Cabral esperava ganhar uma secretaria na nova gestão da Capital, chegando até a apelar por algum cargo. Os pedidos não foram atendidos e ele acabou ficando de escanteio. Como uma forma de reparar o mal-estar, o convite para se filiar ao PSB surge como uma espécie de recompensa.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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