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Executiva nacional do Podemos pode tirar partido do comando de Rui Palmeira

Legenda é comandada por Tácio Melo, homem de confiança do ex-prefeito

11/10/2021 15h03
Executiva nacional do Podemos pode tirar partido do comando de Rui Palmeira

A notícia de que o ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira, se filiou ao PSD não agradou a presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu.

A parlamentar esteve recentemente em Alagoas para reforçar a candidatura de Palmeira à Câmara Federal e abrir a campanha de filiação ao partido.

Mas a ida do ex-prefeito para o partido comandado em Alagoas pelo deputado Marx Beltrão desagradou não só a presidente nacional do Podemos, mas outros filiados do partido. Inclusive, alguns com mandato na Câmara Municipal de Maceió.

Fato é que Rui Palmeira está buscando a sobrevivência política. Mas isso pode lhe custar o comando do Podemos, que está nas mãos de seu homem de confiança, o ex-primeiro ministro da gestão passada, Tácio Melo.

Sem o Podemos, Rui Palmeira fica nas mãos de Marx Beltrão. E, caso realmente perca o Podemos, será um caminho sem volta.

Nos bastidores, a informação é de que a filiação de Rui Palmeira ao PSD é um plano B para uma eventual candidatura ao Governo do Estado pelo grupo situacionista.

Atualmente, o Podemos possui três vereadores na Câmara Municipal: Eduardo Canuto, Joãozinho e Kelmann Vieira (licenciado para assumir a secretaria estadual de Prevenção a Violência), - a cadeira está ocupada pelo suplente Alan Balbino.

Ainda não se sabe se os vereadores irão deixar o Podemos para acompanhar Rui Palmeira no PSD.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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