Politicando
Aliados dizem que Luciano Barbosa pode ser a “salvação” de Renan Filho
Ex-vice-governador seria candidato ao governo e acabaria impasse no grupo situacionista
Num cenário político/eleitoral incerto e com possíveis indícios de ser traído de todos os lados, o governador Renan Filho (MDB) tem sido pressionado a tomar rapidamente a decisão se fica ou não no Governo até o final do mandato.
Para uns, ele deve ficar até o final do mandato, pois, “ainda é jovem e tem uma carreira política duradoura pela frente”. Para outros, “pode não surgir outra chance de ser Senador da República e, principalmente, ao lado do pai, o senador Renan Calheiros (MDB) - que, em breve, deverá se aposentar da vida pública.
Apesar do desconforto ocorrido em 2020 com a candidatura de Luciano Barbosa à prefeitura de Arapiraca, o emedebista ainda pode surgir como o único capaz de solucionar o problema em torno da candidatura de Renan Filho ao Senado. Seria ele o “salvador” do mandato de governador da família Calheiros.
A ideia, segundo informou um deputado estadual da base governista, é convencer Luciano Barbosa a ser candidato ao Governo. A justificativa seria que a prefeitura de Arapiraca ficaria “em boas mãos”, com a posse da vice-prefeita, Rute Nezinho.
A questão é saber se Luciano Barbosa ainda guarda mágoas do vexame que passou, e se toparia o desafio de ser o candidato a governador da família Calheiros. As apostas são de que o senador Renan é o último capaz de convencer o atual prefeito a “voltar para onde nunca deveria ter saído”.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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