Politicando
Grupo de vereadores se organiza para vetar nome da família Novaes em chapa PSB/PSDB
Galba Netto pode ser candidato a deputado estadual caso candidatura do pai seja inviabilizada no MDB
A disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) promete ser uma das mais acirradas. Muitos detentores de mandato procuram novas legendas para fugirem das “chapas da morte” e garantirem a reeleição. Assim tem feito a família Novaes, que tem um membro da família em três diferentes grupos políticos do Estado.
Filiado ao MDB dos Calheiros, o deputado Galba Novaes tem um dos filhos muito próximo do grupo político liderado pelo prefeito de Maceió, JHC (PSB), e pelo senador, Rodrigo Cunha (PSDB). Caso algo dê errado, a família pensa em lançar um candidato à ALE na chapa PSB/PSDB.
Mas acontece que um grupo foi formado para evitar que “intrusos” se aproximem para “tirar vantagem”. Coordenados pelo candidato a deputado estadual Lelo Maia - irmão do vereador Zé Márcio -, pelo deputado Davi Maia, o suplente André Monteiro, e os vereadores Samyr Malta e Teca Nelma, o “time do bem” diz nos bastidores que está “unido e blindado”.
Vale destacar que, além de ficar com o poder limitado no grupo JHC/Cunha, a família Novaes fica dividida e ainda mais fragilizada para as eleições do próximo ano. Isso por que Lelo Maia é casado com uma filha (de criação) do deputado Galba Novaes. Ou seja: Maias não votarão nos Novaes.
Ainda segundo informações de bastidores, os vereadores da base de JHC aceitaram o nome de Galba Netto apenas para presidir a Mesa Diretora, não para aceitá-lo no seu grupo político.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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