Justiça

14 anos: Homem é condenado por matar vítima a facadas em Teotônio Vilela

Crime aconteceu em julho de 2025; Conselho de Sentença reconheceu duas qualificadoras

Por 7Segundos, com Assessoria 01/08/2026 07h07 - Atualizado em 01/08/2026 08h08
14 anos: Homem é condenado por matar vítima a facadas em Teotônio Vilela
Lenildo dos Santos Silva foi condenado por homicídio duplamente qualificado - Foto: Assessoria MPAL

Um homem de 40 anos foi condenado a 14 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por matar outro homem a facadas durante uma discussão na feira livre de Teotônio Vilela, no Agreste de Alagoas. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (30), e o réu, Lenildo dos Santos Silva, foi condenado por homicídio duplamente qualificado.

De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime aconteceu em 20 de julho de 2025. Conforme os autos, Lenildo e a vítima, José Raimundo Batista dos Santos, discutiram por um motivo considerado banal enquanto o acusado trabalhava em uma barraca de bebidas na feira.

Após o desentendimento, José Raimundo deixou o local. No entanto, cerca de 250 metros depois, foi alcançado pelo réu, que estava armado com uma faca. Segundo a acusação, Lenildo desferiu diversos golpes contra a vítima, inclusive quando ela já estava caída no chão.

Ainda conforme o processo, a faca utilizada no crime chegou a quebrar, ficando a lâmina cravada no pescoço de José Raimundo. Durante a ação, o acusado também se feriu e procurou atendimento em uma unidade de saúde do município, onde informou um nome falso e omitiu que havia participado do homicídio.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de meio cruel e do recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

O promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, responsável pela acusação, afirmou que a condenação representa uma resposta à sociedade e aos familiares da vítima.

"Essa decisão dos jurados é uma resposta justa à família, à população de Teotônio e a toda a sociedade alagoana. A justiça se revelou através da não absolvição do réu, que já estava preso, permanece no sistema prisional para cumprir a pena, o que demonstra que não houve impunidade", declarou.

O júri foi presidido pelo juiz Rafael Maia Correa. Lenildo dos Santos Silva, que já estava preso preventivamente, permanecerá no sistema prisional para cumprimento da pena.