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Presidente do PL em AL condena filiação de Bolsonaro ao partido

Maurício Quintela chamou o presidente de “genocida” e disse que ele “destrói o Brasil”

17/11/2021 17h05 - Atualizado em 17/11/2021 17h05
Presidente do PL em AL condena filiação de Bolsonaro ao partido

“Bolsonaro precisa ser combatido, não abrigado!”. A frase é do presidente estadual do Partido Liberal (PL), Maurício Quintela, ao comentar a filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à legenda. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (17), através das redes sociais. 

“Pelo andar da carruagem o PL está pulando uma grande fogueira! Filiar um presidente Genocida, que destrói o Brasil dia após dia, seria desastroso. Bolsonaro precisa ser combatido, não abrigado!”, escreveu Quintela, que é o secretário de Infraestrutura do governo Renan Filho (MDB).

As declarações de Maurício Quintela foram dadas após o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, avisar que se Bolsonaro recuar da filiação ao PL os diretórios estaduais estarão liberados para apoiarem quem quiserem nas eleições de 2022.

Isso significa, na prática, que o partido pode ter palanques regionais apoiando Bolsonaro, João Doria e, principalmente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em Alagoas, por exemplo, o PL deverá apoiar Lula, isso por conta da ligação entre Maurício Quintela e Renan Filho.

Na tarde desta quarta-feira (17), Valdemar da Costa Neto reuniu os diretórios regionais para discutir a filiação de Bolsonaro e aparar algumas arestas. O partido divulgou uma nota na semana passada suspendendo a filiação do presidente, que estava prevista para o dia 22 deste mês.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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